Manuela Ferreira Leite

Sobre: Maria Manuela Dias Ferreira Leite, nasce em Lisboa, a 3 de Dezembro de 1940, economista e dirigente política portuguesa.

Licenciou-se em Economia, pelo Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras (actual ISEG) em 1963, com média final de 16 valores, obtendo os prémios ex-aequo concedidos ao “aluno mais distinto do curso”, ao “aluno mais classificado do curso de Economia” e ao “aluno mais classificado na cadeira de Política Ultramarina”.

Militante do PSD, partido pelo qual foi Deputada à Assembleia da República, exerceu funções governativas em 1990 como Secretária de Estado do Orçamento até 1991, seguindo-se o cargo de Secretária de Estado Adjunta e do Orçamento, que cessou em 1993 para ser, até 1995, Ministra da Educação. Durante o período de 1995 a 1999 presidiu à Comissão Parlamentar de Economia, Finanças e Plano da Assembleia da República.

No governo de Durão Barroso, torna-se Ministra de Estado e das Finanças, numa altura em que uma situação orçamental grave leva a uma série de decisões impopulares, adquirindo a alcunha, numa alusão a Margaret Thatcher, de «Dama de Ferro». Por divergências com Pedro Santana Lopes afastou-se da vida política activa em 2004, que retomaria na liderança do PSD de Luís Marques Mendes. A par disto tem exercido funções no Banco de Portugal.

Manuel Ferreira Leita é bisneta do jurista e político José Dias Ferreira, que chegou a ocupar o cargo de Presidente do Ministério (primeiro-ministro), na última fase da monarquia constitucional portuguesa.

ACTIVIDADE PROFISSIONAL
1963 a 1964 – Bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian para estudar os aspectos económicos da educação, período durante o qual frequentou um curso na Alemanha organizado pela OCDE sobre este tema.

1964 a 1972 – Investigadora do Centro de Economia e Finanças do Instituto Gulbenkian de Ciência.

1972 a 1973 – Técnica do “Serviço de Investimentos” da Fundação Calouste Gulbenkian.

1975 a 1977 – Directora do Departamento de Estatística do Instituto de Participações do Estado (IPE).

1977 a 1986 – Coordenadora do Núcleo de Finanças Públicas e Mercado de capitais do Gabinete de Estudos do Banco de Portugal com a categoria de técnica consultora.

ABRIL 1986 a 1990 – Directora-Geral da Contabilidade Pública (Ministério das Finanças).

JAN. 1998 a NOV. de 2000 – Presidente do Conselho de Administração do ISLA, S.A..

2004 a 2005 – Técnica Consultora do Banco de Portugal.

2006 … – Vogal do Conselho de Administração (não executivo) do Banco Santander de Negócios Portugal, S.A.

OUTRAS ACTIVIDADES PROFISSIONAIS
Vogal da Junta de Crédito Público desde JAN. 1979, em representação do Banco de Portugal.

Vogal do Conselho Administrativo do Instituto de Tecnologia Educativa em 1975/1977.

Designada, vogal representante do Ministério das Finanças no Conselho Superior de Estatística.

Membro eleito para o Comité do Orçamento do Conselho da Europa no triénio 1987/1989 e reeleito para o triénio 1990/1992.

ACTIVIDADE POLÍTICA
DEZ. 1979 a JAN. 1981 – Chefe de Gabinete do Ministro das Finanças e do Plano.

JAN.1990 a NOV. 1991 – Secretária de Estado do Orçamento.

NOV. 1991 a DEZ. 1993 – Secretária de Estado Adjunta e do Orçamento.

DEZ. 1993 a OUT. 1995 – Ministra da Educação.

1991 a 1995 / 1995 a 2000 – Deputada eleita à Assembleia da República.

1996 a 2001 – Vice-Presidente do Grupo Parlamentar do PSD.

27 SET. 2001 – Presidente do Grupo Parlamentar do PSD.

1995 a 2001 – Presidente da Comissão Parlamentar de Economia, Finanças e Plano da Assembleia da República.

2002 a 2004 – Ministra de Estado e das Finanças.

2006 …. – Membro do Conselho de Estado.

OUTRAS ACTIVIDADES POLÍTICAS
Membro eleito do Conselho Nacional do PSD de 1990 a 2000.

Vice-Presidente da Comissão Política Nacional do PSD em 1997.

Presidente da Mesa da Assembleia da Secção F.

Presidente da Mesa da Assembleia da Distrital de Lisboa.

Membro da Assembleia Municipal de Arganil.

Presidente do Instituto Francisco Sá Carneiro

Presidente da Comissão Política Distrital do PSD-Lisboa (2000).

Presidente da Assembleia Municipal de Arganil

Presidente da Mesa do Congresso do PSD

ACTIVIDADE UNIVERSITÁRIA
Assistente no Instituto Superior de Economia de 1966 a 1979 onde leccionou as cadeiras de “Finanças Públicas” e “Economia Pública”.

De 1973 a 1975 exerceu as funções em dedicação exclusiva, tendo nesse período desempenhado funções no Conselho Directivo do Instituto Superior de Economia.

De 1975 a 1979 – Teve a seu cargo a coordenação de todo o grupo das disciplinas de Finanças públicas do Instituto Superior de Economia.

De 2005 …. – Professora convidada do Instituto Superior de Gestão.

Membro do Conselho de Orientação Estratégica da Universidade Católica Portuguesa

Membro do Conselho Superior da Universidade Católica Portuguesa

PARTICIPAÇÃO EM CONFERÊNCIAS

Tem participado em inúmeras Conferências e Seminários sobre Finanças Públicas e Política Económica, com destaque para:
Participação na Conferência Internacional sobre Economia Portuguesa como comentadora da comunicação feita pelo Profº. John Vaizey.

41º Congresso do Instituto Internacional de Finanças Públicas subordinado ao tema “The Relevance of Public Finance for Policy Making”.

Colóquio Internacional da Société Universitaire Européenne de Recherches Financières (SUERF), subordinado ao tema “Government Policies and the working of Financial Systems Countries”.

Delegação Portuguesa ao Comité de Política Económica da OCDE em 1985.

Conferência integrada nas comemorações do Bicentenário do Ministério das Finanças, subordinada ao tema “Reforma Orçamental e da Contabilidade Pública”.

Chefe da Delegação Portuguesa à 4ª Conferência Mundial das Nações Unidas sobre as Mulheres (SET. 1995).

TRABALHOS PUBLICADOS

De entre inúmeros artigos e intervenções destaca-se:
“On Returns to Education”, em “Arquivo”, vol. V, nº 1, Instituto Gulbenkian de Ciência.

O Processo Orçamental e a Reforma da Administração Pública, em Revista da Administração Pública, nº 32, 1986.

Em colaboração com John Vaizey e John Sheehan, Keith Norris e Patrick Lynch.
“The Economics of Educational Costing – Inter-country and Inter-regional comparisons”.

Vol. I – Costs and Comparisons. A theoretical approach.

Vol. II – The Production Function in Education, Teachers and their salaries and Regional Analysis.

Vol. III A – Capital and Returns in Education.

Vol. III B – Conclusions, Bibliography and Conclusions.

Publicação em “Estudos e Seminários” do Instituto Gulbenkian de Ciência.

“The Political Economy of Education” (Gerald Duckworth): London, May (1972).

Colaboração no “Público”, no “Jornal de Notícias” e no “Expresso”.

Colaboração na Rádio Renascença

Figura do Ano 1993 – Prémio Gente do Jornal EXPRESSO.

Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique

(fonte:Wiki)

5 Comentários para “Manuela Ferreira Leite”

  1. rodolfo barros

    gosto da dra. manuela pois é uma pessoa que inspira respeito e seriedade e por várias razões dou o meu apoio a sua candidatura pois são pessoas como ela que o país necessita

    5 de Fevereiro, 2009 | 23:34
  2. Carlos Santos

    Dr Manuela Leite demonstra que é inteligente, mas será que o povo a ve da mesma maneira. Tem tudo para ser vencedora, mas tem intervir mais, olhar olhos nos olhos e defender ate ao fim.Nao pode refugiar-se no silencio, porque assim o seu opositor ganha pontos.Porque não ter ajuda de passos coelho como braço direito e interventivo. Todos ganhariam.

    Para um portugal com sucesso,so assim venceremos

    Eng. Carlos Santos

    8 de Fevereiro, 2009 | 00:46
  3. monica maria de carvalho

    Querida!!! Manuela Fereira Leite. Gostaria muito de ter a oportunidade de lhe conhecer pessoalmente. Bjsssss..Monica.

    28 de Fevereiro, 2009 | 22:58
  4. Vânia Carvalho

    Drª Manuela Ferreira Leite,
    Tenho 30 anos. Foi-me diagnosticado um cancro na mama à dois meses. Infelizmente estive num hospital público e foi-me dito que as listas de espera impedem que a minha operação se realize de imediato. Perante este cenário, recorri a um hospital privado e fazem a minha operação em 15 dias. Tenho que pagar 20.000€. Não tenho esta verba, porque em tempos de crise é mais importante a alimentação da minha filha de 2 anos e pagar a minha renda para poder ter um tecto do que viver. Sim é disto que se trata viver. Peço-lhe que quando estiver no governo faça alguma coisa por nós que sofremos tanto com estas discriminações. Sempre tive muita estima por si, achando sempre que era uma mulher especial, com coragem e sem receio de enfrentar crises como esta que vivemos. Boa sorte no futuro. Para mim, e apesar do meu não ser promissor espero ainda viver para a ver vencer.
    Vânia Carvalho

    29 de Março, 2009 | 18:29
  5. José Marcelo Olegário

    Admiro muito a Dra. Sra. Manuela Ferreira Leite, gostaria de parabenizá-la por este grande trunfo do PSD frente ás legislativas de 2011. Nós lusos-descendentes esperamos por uma ção política ampla, que defina o direito da cidadania portuguesa por origem aos nossos netos sem necessidade de naturalização, pois formamos uma grande nação histórica em redor de mundo. Sucesso nessa gestão e que Portugal possa reerguer-se rapidamente, mostrando sua força e evolução.

    6 de Junho, 2011 | 04:10

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