Ferreira Leite garante que sempre votou no PSD
A candidata à liderança do PSD Manuela Ferreira Leite desvalorizou hoje o desafio de Pedro Santana Lopes para desistir da corrida e garantiu que sempre votou no partido.
“O dr. Santana Lopes deve ser a única pessoa do paÃs que tem dúvidas que eu algum dia não votei no PSD. Toda a minha vida votei no PSD”, afirmou Ferreira Leite antes de um encontro com uma delegação dos Trabalhadores Sociais-Democratas (TSD), em Lisboa.
Hoje de manhã, numa entrevista ao Rádio Clube, Pedro Santana Lopes defendeu que Manuela Ferreira Leite deveria abandonar a corrida por “dar a entender que não votou no PSD” numa entrevista ao Jornal de NotÃcias, no domingo.
Em entrevista ao Jornal de NotÃcias, a candidata respondeu “obviamente que não lhe respondo” à pergunta “Votou Santana Lopes em 2005?”, o que motivou severas crÃticas de Santana Lopes.
Hoje, em declarações aos jornalistas, Ferreira Leite foi questionada sobre se votou no PSD em 2005, quando o lÃder social-democrata era Pedro Santana Lopes.
“No PSD votei toda a vida, nunca deixei de votar no PSD”, respondeu.
E votou em Pedro Santana Lopes, questionaram os jornalistas.
“Não foi isso que me foi perguntado [pelo JN]“, respondeu.
A candidata à liderança dos sociais-democratas reuniu-se hoje com uma delegação dos TSD, liderada por Arménio Santos, com o Código do Trabalho na agenda.
Ao Rádio Clube, Pedro Santana Lopes defendeu que Ferreira Leite deveria desistir da candidatura à liderança do PSD devido à resposta que deu ao JN.
“Em polÃtica há demissões por razões graves. Eu acho que uma candidata à liderança que faz uma afirmação dessas não podia, não pode, não devia, não deve continuar a ser candidata, é a minha opinião”, afirmou.
“Acho que uma pessoa não se pode candidatar a lÃder do PSD dizendo que nas últimas eleições, nas eleições anteriores, dando a entender que não votou PSD“, acrescentou o ex-primeiro-ministro.
No final da reunião, o lÃder dos Trabalhadores Sociais-Democratas (TSD), Arménio Santos, garantiu liberdade de voto para os militantes nas eleições directas de 31 de Maio para a liderança do PSD.
“A estrutura não pode nem tem legitimidade para vincular o sentido de voto dos seus militantes. Os militantes são livres”, disse Arménio Santos.
Além de Ferreira Leite, os TSD estão dispostos a conversar com todos os candidatos – Pedro Passos Coelho, Pedro Santana Lopes, António Neto da Silva e Mário Patinha Antão – sobre problemas sociais e do Código do Trabalho.
O deputado e dirigente dos TSD afirmou que “o paÃs precisa de um primeiro-ministro alternativo aquele que lá está”.
Arménio Santos salientou o facto de, nas sondagens, os partidos de esquerda (PCP e BE) somarem cerca de 20 por cento dos votos, com “o descontentamento” com o PS, admitindo “culpas” do PSD.
“Nós também temos as nossas culpas. Se calhar não temos sabido construir as propostas de alternativa e também a nossa situação interna nem sempre tem ajudado”, disse.
Após o encontro com os TSD, Manuela Ferreira Leite remeteu para mais tarde – depois do debate na concertação social, quando o Governo apresentar propostas – uma posição sobre o Código.
Para a ex-ministra das Finanças, o executivo «só apresentou princÃpios gerais» aos parceiros sociais sobre as mudanças à legislação laboral.
(fonte:Diário Digital)
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