Ferreira Leite quer afastar Sócrates até da oposição
Passos Coelho afirma que as eleições de 5 de junho não são uma “desforra” ao Governo, apesar de este merecer censura política. Uma opinião diferente tem a antiga líder Manuela Ferreira Leite, que em Barcelos garantiu ter como objetivo o afastamento de José Sócrates do Governo e até da oposição num futuro Parlamento. No CDS-PP, líder da bancada parlamentar acusou Marcelo Rebelo de Sousa de prejudicar as relações entre o CDS e a Presidência da República.
“Eu, pessoalmente, dada a atitude do engenheiro Sócrates, dado aquilo que ele diz, nem tranquila fico se ele ficar na oposição, porque acho que ele na oposição vai ser tão pernicioso para o país quanto na liderança do país, porque vai fazer a maior das afrontas a tudo aquilo que vá ser feito para cumprir o acordo que ele próprio assinou”, afirmou a antiga presidente do PSD, durante um jantar-comício em Barcelos.
No final do seu discurso, durante uma ação de campanha para as legislativas do próximo domingo, Manuela Ferreira Leite insistiu: “Pedro Passos Coelho vai-me desculpar, mais uma vez digo, eu não ando à procura de um outro primeiro-ministro, eu ando à procura que o engenheiro Sócrates saia de primeiro-ministro. E ele só sairá de primeiro-ministro no dia em que o PSD tiver mais votos do que o PS, só nesse dia”.
Ferreira Leite sustenta que nestas eleições está em causa a “sobrevivência do país”, depois de uma governação do PS feita “a pensar na forma como iria manter o poder”, que deixou o país “à beira da bancarrota” e provocou a interrupção da legislatura.
A ex-ministra das Finanças de Cavaco Silva considera que o PS dá sinais de que “não pensa cumprir o acordo” de ajuda externa “acaso viesse a ganhar as eleições”, o que significaria transformar Portugal numa “outra Grécia”.
Ferreira Leite defendeu o voto em Passos Coelho com o apelo ao voto útil contra José Sócrates. “Eu julgo que a liderança do PSD com Pedro Passos Coelho, com competência, com determinação, com coragem e, muito especialmente, com amor pelo país vai conduzir-nos à vitória no dia 5 de junho”, concluiu.
Também Passos Coelho entende que no dia 5 de junho os eleitores votam “o futuro do país”.
“Eu sei que os eleitores não deixarão de manifestar a censura política que este Governo merece, mas nós não queremos que Portugal se desforre apenas, porque não é de desforra que se trata”, mas antes do futuro de Portugal.
Acompanhado da mulher, o presidente do PSD sustentou que se o próximo executivo for “um Governo incapaz”, “não demorará meio ano” e a situação será igual à da Grécia.
Passos Coelho não votou a pronunciar-se sobre o número de ministros do próximo Governo e introduziu um novo tema: a segurança.
“Quem hoje não sente que a nossa segurança está mais em causa do que estava há algum tempo? Quem não se sente mais ameaçado?”, questionou.
Sócrates conta hoje com Mário Soares
Depois de ontem ter contado com o apoio do ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, a campanha socialista conta este domingo com a presença do antigo Presidente da República Mário Soares no Porto.
Este será mais um sinal de unidade que a campanha socialista tem procurado transmitir nos últimos dias.
Além de Luís Amado, em Braga, a campanha socialista contou sexta-feira com a participação do histórico Manuel Alegre em Coimbra.
A agenda de Sócrates chegou a incluir um “pequeno-almoço com individualidades”, entretanto desmarcado porque os arquitetos Alcino Soutinho, Siza Vieira e Souto Moura decidiram não comparecer porque viram público um encontro que pensavam ser de caráter privado.
Mota Soares acusa conselheiro de Estado de prejudicar as relações entre o CDS e a Presidência
O líder dos deputados do CDS-PP defendeu o partido das críticas de Marcelo Rebelo de Sousa, que “é conselheiro de Estado nomeado pelo senhor Presidente da República. Tenho que lhe dizer que os seus comentários não podem pôr em causa a relação que o senhor Presidente da República tem com um dos partidos que esteve na base da sua eleição”.
Mota Soares antecipa que este domingo, “aconteça o que acontecer, diga o CDS o que disser”, vai haver um “momento de televisão” em que “se vai tentar fazer um apelo ao voto útil”.
Durante um jantar em Viseu, o candidato por Lisboa disse a Rebelo de Sousa que “de um conselheiro de Estado” espera-se “sempre responsabilidade, contenção, equidade e imparcialidade”.
“Tentar prejudicar o CDS com apelos ao voto útil é tudo menos responsabilidade, contenção, equidade e imparcialidade, é, aliás, exatamente o seu contrário”, insistiu.
Sem entrar em polémicas com o comentador televisivo, o líder do partido preferiu acusar PS e PSD de discutirem “os ministérios uns dos outros” sem que seja conhecido o resultado eleitoral.
Paulo Portas nota que nunca viu o “modelo de governação do Partido Socialista”, sabendo apenas o que existiu “nestes seis anos”, mas também não viu “o modelo de Governo do PSD”.
O presidente do CDS-PP argumenta que “entre os 16 ministros pouco competentes e os tais 10 ministérios pouco pensados apresentados pelo PSD, mais uma vez, a voz da experiência, do equilíbrio, e do bom senso é do CDS”.
“É possível reduzir o número de ministérios 16 para 12 dando exemplo de contenção, mas não é possível sacrificar a agricultura ou eliminar justiça, porque nunca como hoje Portugal precisou tanto do mundo rural e nunca a justiça caiu a um ponto como caiu nos nossos tempos”, afirmou Paulo Portas.
Na minha opinião de cidadão acho que este governo vai ter que ter mão de ferro na gerência das contas do país para que Portugal se possa erguer desta cituação que os governos do eng. Socrates nos deixaram e os portugueses vão ter de saber encarar este sacrificio.
acho que o dr. Passos coelho vai conseguir mas para isso vai ter de pricipalmente nestes 2 a 3 anos ter uma mão de ferro. Opovo vai ter se fazer sacrificios, ainda mais temos o exemplo da Grécia.
Quanto asubsidios de rendimento minimo sou a favor que o estado ajude quem precisa mas que seja tudo fiscalizado ao promenor para evitar que gente que tem possibilidade de encontrer trabalho se deixe ficar á custa dessse rendimento.
Um abraço , tenho fé que portugal irá para a frente.
Carlos Bernardo